Precisamos falar sobre nossa saúde mental


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Saber da morte de um amigo é sempre algo doloroso, mas a notícia recente também serviu de gatilho para um assunto que eu gostaria de escrever há bastante tempo. O que nós estamos fazendo com a nossa saúde mental?

São tantas coisas para fazer todos os dias, nosso trabalho, estudos, pagar as contas e milhões de outras atividades automáticas que a gente nem lembra direito porque é que está fazendo. A nossa rotina vai ficando tão pesada que terminar o dia é nosso único objetivo. E a gente começa a achar que a vida é isso mesmo.

Eu nem consigo contar as vezes das tantas pessoas que conversei que se sentiam cansadas demais, desmotivadas demais e querendo tirar férias de si mesmas. A gente está condicionado a ignorar todos os sinais de que as coisas não andam bem. Ficamos muito tempo em empregos que odiamos, relacionamentos desgastantes e compromissos infinitos na agenda. Nós estamos criando uma forma de viver que é uma armadilha.

No Brasil a cada 45 minutos uma pessoa se suicida. No mundo mais de 800 mil pessoas cometem suicídio por ano, número que representa uma morte a cada 40 segundos. Esse número é assustador, porém mais assustador ainda é que isso não é conversado, não é tratado, e é sempre um assunto cheio de tabus e preconceitos.

Esse texto é só um desabafo da nossa falta de sensibilidade em relação à nós mesmos e em relação ao outro. Tem muita gente morta por aí com o coração pulsando no peito. Essa frase estava presa em um poste na rua e diz muito sobre a maneira que somos estimulados a viver.  Existem pequenas atitudes que podem salvar vidas e muitas delas estão pautadas na compreensão e na empatia.   Parafraseando Nathalí Macedo, não é a depressão nem os problemas emocionais que estão matando tantas pessoas, é a nossa insensibilidade.

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